quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Wc's


Depois de uma cara ligeiramente assustada no logo do blog, cá vos deixo mais um post. Desta vez não vou falar em parafarmácias nem nada que se pareça. Desta feita, vamos aos wc’s. Já repararam o quão asseados costumam ser os wc’s (nomeadamente os públicos)?! Claro está que só falarei dos masculinos com conhecimento de causa, dos femininos se alguém souber e quiser acrescentar nos comentários ficarei muito agradecido!
Ora bem, vou-vos falar de vários wc’s “característicos”, isto é, das bombas de abastecimento, dos grandes centros comerciais (passo a publicidade, tipo Colombo), dos pequenos centros comerciais, dos cafés, os de nossa casa e os das discotecas.
Começando pelo wc mais característico de todos, o wc das bombas de abastecimento de combustível. Ora bem, estes wc’s dependem muito da altura do dia, mas o que me interessa frisar aqui não é o tamanho, nem os equipamentos, mas sim o asseio e o pessoal que frequenta. Ao entrarmos, não temos a sensação de limpeza que temos noutros wc’s mas, “para pior antes assim”, como diz a expressão popular. Qualquer um de nós já teve a honra de entrar naqueles sanitários e quando fecha a porta depara-se com uma enormidade de coisas escritas na porta a marcador com números de telefone e palavras pseudo-ordinárias já que a imaginação não dá para mais. É sempre agradável ter alguma leitura na casa de banho, só não sei até que ponto será a mais adequada, mas de certo que há quem goste e até aproveite para ligar e aproveitar a oferta.
O exemplo que se segue nem tem nada de tão especial quanto isso. Falo-vos das casas de banho dos grandes centros comerciais que, por norma, até se apresentam relativamente limpas e higienizadas ao contrário das anteriores e nem apresentam nada de muito estranho excepto, de vez em quando, a falta de papel higiénico ou de sabonete para as mãos ou ainda papel para limpar as mãos (naquelas que ainda não têm secadores que já são raras). Sinto-me na obrigação de frisar que de todas as que irei falar, estas se encontram bem cotadas no ranking de casas de banho mais bonitas.
Já nos pequenos centros comerciais, isto é, aqueles centros comerciais de terrinha, depende um pouco da zona que estamos a considerar. Se considerarmos terrinhas pequenas e acolhedoras teremos umas casas de banho maioritariamente asseadas e com alguma qualidade. Caso para dizer que nos sentimos agradavelmente bem na casa de banho. Já se for próximo ou mesmo em centros urbanos como Lumiar ou afins teremos de nos deparar com indivíduos suspeitos à porta da casa de banho, bem como falta de papel higiénico, de sabonete, chão sujo, mas claro está, tudo depende do sítio a considerar.
Ao falar das casas de banho de cafés e restaurantes, também depende um pouco da classe do estabelecimento comercial, o que acaba por definir a clientela que frequenta os “comes e bebes”, bem como os “larga e descarga”. Num restaurante com algum nível temos umas casas de banho asseadas, se formos às típicas tascas, se for então ao fim da tarde ou noite teremos sérios problemas com o “deslizar” do chão ou com a falta de papel e afins. Mas ainda assim não superam as das bombas de abastecimento.
Já as seguintes, equiparam-se às bombas de abastecimento com o avançar da noite. As casas de banho de discotecas e bares são, na sua maioria, imundas, já para não falar inundadas e sem os materiais necessários à sua correcta utilização (falo-vos mais uma vez do papel higiénico e afins). Como é óbvio, há excepções, mas falo-vos da regra e das várias experiências que já tive.
Não podia deixar de referir as casas de banho portáteis que insistem em perseguir-nos em festivais, concertos, feiras, festas... Aquela caixinha que insiste em perseguir-nos. Ao entrarmos temos um espaço minúsculo (como seria de esperar...) mas o pior nem é isso, o pior é o cheiro e o facto de não haver o mínimo asseio dentro do cubículo.
Por último, deixo-vos com algo agradável e que derrota completamente qualquer outra casa de banho. Falo-vos da casa de banho da nossa própria casa. Essa sim é asseada, não há que forrar a sanita com papel higiénico para poder sentar, sabemos quem lá vai e o que vai fazer… que alívio. É o sítio mais feliz do mundo quando estamos apertadinhos. Se pudéssemos, ao menos, levá-la no bolso para qualquer lado seria o ideal. Tendo em conta que isso não é possível, que vos parece, em vez dos sítios com as casas de banho imundas insistirem em gastar dinheiro noutras coisas absurdas, focarem-se mais neste problema? E tanto se fala da ASAE e do controlo excessivo sobre os estabelecimentos comerciais, porque é que encontramos discotecas com este tipo de wc’s que mais parece que lhes rebentou a canalização?! Qualquer pessoa gosta de um wc asseado e quando a vontade aperta não há muito a fazer senão usar o que está mais perto mas… Convém que o que está mais perto seja minimamente asseado não?
No futuro todas as sanitas deveriam ser rotativas como aquelas que existem nas casas de banho mais luxuosas, onde após a utilização se carrega num botão e ela própria se lava. A título de sugestão fica a ideia de um sensor que ao aproximar da sanita e ao detectar o sexo da pessoa levantaria ou não a tampa automaticamente. Se a ideia for não inovar e manter as coisas como estão, vamos ao menos buscar ideias aos outros países... Nos EUA existem casas de banho que lavam o rabiosque antes da pessoa sair... Que melhor pode haver? Saímos da casa de banho completamente higienizados. Já na Suiça existem casas de banho com vidros que de dentro se vê tudo para fora e de fora não se vê nada... É uma ideia.. pelo menos melhora a vista!
Como nota de despedida deixo-vos só uma sugestão… e que tal investir em coisas originais e apelativas? (é só uma ideia…)


terça-feira, 7 de Abril de 2009

Parafarmácias!

Cá está um assunto a ser debatido...

Ora alguém que me explique o que é uma parafarmácia (voluntários?!)

Pois bem, hoje estava eu a passear com os meus pais quando, de repente, me lembro que precisava de alguma coisa para a alergia (sim porque a Primavera não é só florzinhas a desabrochar e tal). Eis que vejo algo semelhante a uma farmácia e entro.
- Boa tarde! Tem alguma coisa para a alergia? - perguntei eu inocentemente, com vontade de pedir Claritin, mas pensei em ouvir uma segunda opinião...
- Tem alguma coisa em mente? - pergunta a rapariga muito simpática
- Sim - respondi eu - tem Claritine?
- Desculpe, aqui não vendemos disso. Isto é uma parafarmácia!

Bem ... tive de processar a informação durante uns minutos. Ora bem, num raio de quilómetros não existia qualquer outra coisa semelhante a farmácia ou mesmo farmácia que fosse por ali... Mas então para que serve uma parafarmácia se não vende medicamentos?! Será que a rapariga tem de dizer muitas vezes "nós não vendemos disso aqui, nós somos uma parafarmácia"??

Para não falar às cegas, pesquisei um pouco e descobri que uma parafarmácia vende produtos naturais, dermocosméticos, terapêuticos e homeopáticos (mas isso não se vende também na farmácia?)

Porque é que em vez de abrirem mais uma farmácia ... foram abrir "uma espécie de farmácia" que ainda por cima ilude pelo nome e não tem o que é suposto...

Só sugiro uma coisa ... alteração do nome ... em vez de parafarmácia passem a usar "naturista" ou qualquer coisa que se aproxime mais com os produtos que lá vende porque fármacos encontramos na farmácia.... ou estou muito enganado?!